Zuckeberg e Orkut.

Olá, pessoal!!

Esta semana li um artigo interessante que saiu no jornal Metrô News. É um jornal gratuito distribuído em SP nas estações do metrô. Bom, nesse artigo o autor traça um comparativo entre o Orkut e como este foi substituído pelo Facebook.

Nisso, ele discorre sobre o uso precário do Facebook pelas pessoas: o compartilhamento de imagens idiotas, piadas e todo o tipo de tranqueira que gastamos horas vendo, rindo e compartilhando, gerando mais e mais do mesmo.

Sexta tive uma aula na facul, na qual o professor passou um texto sobre interatividade e depois pediu que compuséssemos um mapa conceitual sobre o assunto. Este texto fazia uma análise sobre interatividade e sociedade de consumo, além do marketing envolvido e da massificação de marcas. Como assim? Exemplo básico: Apple. Marca forte, bem vendida que muita gente quer ter.

Depois desse texto, lembrei do primeiro. Ora bolas! Por que as pessoas saíram do Orkut? O Facebook é melhor? Minha opinião: ser humano gosta de novidade. Facebook surgiu como uma novidade em relação ao Orkut que ficou estagnado no modelo Fórum/Comunidades e a rede do  Zuckerberg trouxe outra possibilidade: ao invés de criar um fórum e agrupá-lo, você seria o fórum! Oh, que gênio! Embora agora estejam surgindo pequenos fóruns nele! Looping!

Odeio o Facebook e só fiz perfil no Orkut por que o pessoal da sala, quando estudava no SENAI, criou uma comunidade para trocar links e textos de aula. Aliás, ainda lembro da primeira descrição que me deram do Orkut: “é um grande fórum onde todo mundo fala coisas sobre todo o tipo de assunto.” Achei bobo. Se quisesse entrar num fórum, iria para um específico e pronto. Mas enfim, quando dei por mim, colecionava comunidades com os nomes mais estúpidos possíveis e também criei comunidades, como a “Vingador é o cara!”, mas isso não vem ao caso.

Apesar de estúpidas, algumas comunidades eram freqüentadas por pessoas bacanas, cultas e alguns temas eram bastante divertidos de serem discutidos, como por exemplo, lendas urbanas. Acho que foi a comunidade onde mais opinei e claro àquelas ligadas à bandas de rock.

Tudo ia muito bem, muito bom, já tinha até um amigo Indiano, com quem treinava meu inglês. Legal. Daí vem o  Zuckerberg e seu Facebook, mais moderno, mais bonito, mais ‘fácil’, embora eu nunca o tenha achado fácil.

Daí, que aconteceu? Todos migraram para o tal ‘Face’ (mania de brasileiro abreviar tudo carinhosamente). Todo mundo foi para lá, até minha mãe!!! Aliás, precisando de ajuda, minha mãe está disponível, manja muito das coisas lá. Deu até briga, pois foi bem naquela época dos escândalos das falhas de segurança do Facebook.

 

Bom, tive que migrar para o Facebook, né? E por que diabos fiz isso? Pelo mesmo motivo de sempre: pelos amigos, para manter contato com as pessoas!

E aí vem a interatividade: gosto de manter contato, mesmo que seja um ‘oi, tudo bem?’ com certas pessoas, fazer parte da sociedade é isso? Um pouco sim, um pouco não. Mas vejam bem, olha que coisa doida! Para conversar com uma pessoa entrei no Facebook! E pioooor! Fui abduzida, engolida, chamem do que quiser, pela maligna ferramenta do  Zuckerberg: uma fotinho aqui, um joguinho ali, um “hahaha” na imagem de fulano, uma clicada num link de beltraninho, um comentário na fotinho do derpino ali… OH GOD WAIT! Memetizei o texto, para tudo!

Eu sinto falta de tomar um café pessoalmente com determinadas pessoas que habitam minha lista de contatos e não adiciono qualquer um não! Apenas pessoas com as quais eu queira manter algum tipo de negócio. Sou anti-social? Não, caramba! Você por acaso sai falando com todo mundo na rua? Então, é a mesma coisa. Você só conversa com alguém por algum tipo de interesse, nem que seja o banal “você tem horas?”

Estes dias achei um amigo meu no Facebook e hoje finalmente, pudemos conversar. Saudades mil desse cara e de muitos outros. Também hoje criei um evento para assistir um show e postei algumas fotos do meu gato. Tudo isso por que o  Zuckerberg, aquele safado, tomou um fora da namorada e resolveu se vingar ficando rico!

E o Orkut, o que era mesmo? Um projeto de faculdade que visava reunir os amigos. O sistema está lá, na dele, minha mãe voltou a freqüentar, por que segundo ela, a fazendinha do Orkut é melhor. E o Google Plus? Revolucionariamente natimorto. Parecia que ia ser legal, mas não teve adesão suficiente para deslanchar como Orkut e Facebook, então está lá, se arrastando até a Google fechá-lo de vez.

E quanto tempo vai durar o Facebook? Não faço idéia! Como o rapaz disse no texto do Metrô News: “vai durar até criarem uma nova rede”, ou seja, o ser humano é louco por uma novidade interessante e fácil, então, até que venha a próxima, continuaremos sendo zumbis do  Zuckerberg, que está poooodre de rico!

E quem vai tomar um café comigo agora?

Att.

Priss Guerrero