Entrada Pionen

Imaginem a internet, o tanto de informação que contém nela, nossas fotos das redes sociais, vídeos do youtube, imagens entre diversas outras coisas. A famosa hospedagem nas “nuvens”, a parte física delas, essa é a parte “mágica” do negócio.

Confesso que não sou de ler revistas, mas esses dias recebí um exemplar da revista Planeta e a matéria de capa me deixou muito curioso, fala sobre os bunkers que antes eram usados como fortalezas de guerra e hoje são utilizados por empresas para “guardarem” seus data centers.

Muitas empresas gigantes, como o próprio Google guardam suas informações a mais de sete chaves, seus datacenters ficam em lugares subterrâneos, em total sigilo e segurança.

Empresas como a Pionen, que já hospedou o polêmico Wikileaks (hoje eles guardam seus dados em diversos servidores espalhados pelo mundo), tem suas super-máquinas em antigos fortes de guerra, e no caso da Pionen, ficam na antiga fortaleza nuclear de White Mountain, em Escotolmo, Suécia. Eles levaram dois anos para adaptar o forte para os datacenters e se inspiraram nos filmes de James Bond.

Porta de entrada da Pionen

Já na entrada tem dois motores de submarino para garantir a energia no caso de uma possivel pane elétrica.

Motores de Submarino

Motores de Submarino

Outro caso é a Mount 10, que fica nas montanhas da Suíça, formada por duas estrututas, separadas por dez quilômetros de distância, totalmente protegidas contra pulsos eletromagnéticos que possam danificar o datacenter (como detonações nucleares), e ainda conta com um sistema de resfriamento naturalmente frio (por estar nas montanhas) e alimentado por um lago subterrâneo. E para chegar no lugar, os caras ainda tem uma pista de pouso exclusiva para seus clientes (os caras são brutos!).

Esses bunkers não são usados somente para armazenar dados, há outras idéias muito boas, que é o caso da Global Seed Vault (Caverna Global das Sementes), que fica na Noruega, os caras tem um tipo de cofre e guardam sementes globais, para no caso de desaparecimento de alguma espécie, eles possam recuperá-las por meio de clonagem, tipo um backup das plantas, hoje eles tem mais de 500 mil espécies de sementes, e como a temperatura é bem baixa, ajuda a conservá-las.

O maior problema de todos esses casos é o aquecimento e o consumo de energia, segundo dados do Greenpeace, atualmente os centros de informação são responsáveis por 1.5% do consumo de eletricidade mundial, e isso só tende a aumentar.

Pelo mundo há diversos outros casos de datacenters “enterrados”, tem também o Supercomputador MareNostrum, que fica numa igreja em Barcelona. Intel, Microsoft, IBM e Sun são alguns dos clientes dos caras (seria essa a verdadeira Hospedagem nas Nuvens?! =p).

Vivemos hoje numa época em que informação é sinônimo de poder, os bunkers – digitais ou não – têm somente uma função: manter a memória humana viva e apaziguar o medo da perda permanente de informações (Palavras da revista, adaptadas, mas que condizem com a atual realidade).

Abaixo algumas fotos do Pionen e de mais alguns bunkers famosos.

Fonte: Revista Planeta – Editora Três