Ví esse post no Puxa Cachorra, achei simplesmente épico e tive que repassar pra vocês.

Vamos falar aqui de algumas situações que nós da geração passada (velhos u.u) sofremos em relação ao video game que os novinhos (que isso novinho? que isso?) muito provavelmente jamais passarão.

Como foi falado no post deles, claro que não podemos desmerecer os video games e jogos da atualidade que estão cada vez mais próximos da realidade, tanto no quesito gráfico, como no adrenalina/emoção. E mostrar como essa geração corre riscos que nós já estamos treinados!

…mas em nenhum deles (jogos atuais) você precisa saltar buracos, e isso gera, a longo prazo, grave problemas de caráter. Crianças e adolescentes de hoje já nasceram na era dos First Person Shooting, dos jogos em rede, dos walkthroughs no Youtube, mas não duvido nada que caiam em um buraco se estiverem andando na rua. – Puxa Cachorra

#6 Instalar o videogame (aqui aprendemos a ser ‘eletricistas’)

Lembra quando sua mãe esbravejava dizendo que seu videogame estava estragando a televisão da sala? (em uma época em que só existia televisão na sala). Pois então, a culpa era da instalação do videogame. Essa coisa bonitinha de entrada RCA só foi aparecer na leva dos videogames de 32bits. Para ligar o Super Nintendo, por exemplo, você precisa rosquear a “caixinha” no mesmo lugar onde ficava a entrada da antena da TV – e, claro, se esquecer completamente de ligar as coisas de volta depois, para desespero da sua mãe.

Ou então ligar tudo trocado, esquecendo o cabo de refrigeração e o da retro-alimentação do carvão.

O que essa geração nunca vai sofrer: antes do Super Nes, as coisas eram ainda mais primitivas. Sou da época do Nintendinho 8bits, depois de rosquear tudo, ainda precisava descobrir em qual canal da sua TV Sharp a coisa estava funcionando. Tem nego hoje em dia reclamando da conexão wireless para o Playstation 3. A gente tinha que arrastar o sofá para perto da TV, senão o fio não chegava!

 

#5 Jogar de dois (treinar o companheirismo dos irmãos)

Havia duas possibilidades: ou você era o irmão mais novo, que chorava porque seu irmão mais velho não queria jogar de dois, ou você era o irmão mais velho, que insistia que não tinha como jogar de dois, então para de chorar moleque.

Van Damme era tão foda nos anos 90 que conseguia jogar de dois sozinho.

O que essa geração nunca vai sofrer: com videogames em rede, talvez nunca mais ninguém tenha que jogar nada só com metade da tela, especialmente jogos de corrida, em que o carrinho ficava achatado e você, volta e meia, esquecia e olhava para a parte de baixo (e ainda ficava inconformado porque o carro nao fazia o que você comandava =/).

Além disso, essa geração escapou do fenômeno social conhecido como “quando eu morrer é sua vez”. Quando não tinha mesmo como jogar de dois, ia cada um uma vez, até morrer. Aí seu irmão ia chorar pra sua mãe porque você não queria morrer para ele jogar.

#4 Saber golpes de cabeça (treinar nossa memória)

Se você jamais escondeu o controle debaixo da camiseta enquanto jogava Street Fighter, só há uma explicação: você NÃO SABIA DAR O HADOUKEN E PROVAVELMENTE NÃO SABE ATÉ HOJE. Assuma e nós vamos rir pouco de você (DA HADUKI RYU, DA HADUKI).

Antes da Internet – sim, existe um antes da Internet, fica na mesma época de Descoberta do Petróleo e Caça Talentos da Angélica – havia duas maneiras de saber golpes: ou você copiava de uma revista que alguém tinha comprado, ou chantageava alguém para escrever num papel para você. Saber como dar o Hadouken era ter poder, literalmente.

Grande Mago, nos diga: e o Sonic Boom do Guile, comofas?

 

O que essa geração nunca vai sofrer: com a Internet, há absolutamente tudo sobre qualquer jogo, incluindo como fazer o Pikachu se travestir de Kirby em Super Smash Bros. Além disso, os próprios jogos, no esforço de tornar seus jogadores uns bundões, passaram a carregar as instruções de golpes, e então qualquer um, QUALQUER UM, pode dar um fatality para impressionar os amigos. Acho até que no Youtube deve ter um tutorial ensinando como escapar daquela rasteira maldita do Mortal Kombat.

Agora, um combo:

 

#3 Password (treinar nossa atenção!)

Alguns cartuchos – para quem chegou agora: cartuchos eram grandes cascas de plástico com chips dentro; você podia assoprar, deixar cair no barro, tacar na parede etc – possuíam um sistema de memória interna, como a série Mario, mas alguns, no máximo, te deixavam um password a cada fase vencida. Para os oldtimers que não estão reconhecendo: password é aquilo que você chamava de passauordi.

Linha, R$10,00. Cartela cheia R$100,00 + frango.

 

O que essa geração nunca vai sofrer: com o fim dos passwords e o uso de memory cards, acabou a pior desgraça que podia acontecer a um gamer: anotar a merda do password errado! Você jura que era Ciclope, Wolverine, Fera e Fera, mas o videogame insiste que não, e você cai em si e descobre que o F pode ser de Fanático, ou de Fênix, ou que talvez seja um D e aí ferrou tudo de vez. Só te resta seguir para o número #2 da lista, que era…

 

#2 Jogar tudo de novo (treinar nossa paciência e o famoso ‘sou brasileiro e não desisto nunca!’)

Quando não tinha password – ou quando seu cartucho de Super Mario World se rebelava contra os maus tratos e apagava tudo – não tinha jeito: era jogar tudo outra vez, e rezar para Nossa Senhora dos Videogames para você chegar em condições de matar o chefe, diferente da última vez, quando você já tinha usado o Rush e gastado toda a sua arma do tornado (levei 4 anos, sim QUATRO ANOS pra fechar Super Mario Bros 3 pro Nintendinho!!!).

Acima: tentativa frustrada de jogar Megaman 2 tudo de novo.

 

O que essa geração nunca vai sofrer: o fato de que você chegou em uma fase avançada não quer dizer que não vai ter problema com as anteriores. Só Deus sabe como você conseguiu passar daquele castelo do Mario 3 que o rei parece o Chico Bento. É hora de escolher ir para a faculdade ou passar aquele pedaço de novo. Uma planta carnívora te pega e você adia o vestibular mais um ano (hoje em dia tem um ponto de ‘save’ a cada 10 minutos de jogo, por isso que a juventude ta perdida).

#1 Última vida (é teste par cardíaco!!! – Bueno, Galvão)

Morrer. Hoje, as pessoas dizem “morri!” para qualquer coisa. É uma usurpação do termo, uma modinha. Pessoas assim não sabem o que é a morte, nunca a viram de perto. Nunca pisaram num espinho, caíram num buraco ou relaram em uma tartaruga. Nunca foram derrubados acintosamente de uma plataforma na Chemical Plant Act 2.

Tails mergulha para a morte, como de costume.

 

O que essa geração nunca vai sofrer: com essa onda de FPS, em que você leva tiros e mais tiros e perde um pedaço da energia, esses adolescentes não sabem o que é estar na última vida. A mensagem era clara: você teve suas chances, nós até te demos um 1up, mas agora acabou. Vamos separar os homens dos meninos. Ou você passa de fase agora, ou sua mãe vai assistir a novela. Aí o Kopa te acerta bem na hora em que você ia pular na chave. Game over.

E seu irmão vai chorar porque você morreu todas as vidas antes da vez dele.

Galera, mantive boa parte do post original, pois achei simplesmente épico (meus comentários estão entre parenteses =D)! Quem ainda não conhece o trabalho do Puxa Cachorra! vale a pena conferir, supimpa!

  • Gabriel

    Cara, na boa, RI muito vei!
    Apesar de ser novo ( 14anos ) eu sempre gostei do SNES e coisas mais “classicas”
    Realmente, tenho que concordar que essa maldita geraçao que acha que restart é banda
    está perdida…

  • carlosrenann

     hsaiushhsia bem isso mesmo.. me divirto muito mais com os classicos do que com um ps3

  • um dos games q passei mais raiva foi topgear se pensa nao vo ir no posto agora chegando na ultima volta KD A GASOLINA? ai era game over kkkkk
     

  • Antonio Carlos

    Passava muita raiva com Top Gear também, quando faltava gasolina esperava alguém bater em mim, principalmente quando já estava perto da linha de chegada. 😛

  • Cara, vi minha infância nesse artigo. PAIÊ! VEM CÁ LER NO TEC-CIA A GENTE JOGANDO DE DOIS!

  • Antonio Carlos

    Muito obrigado pelo comentário ! Se puder chame o tio, o primo, o irmão, o papagaio, o cachorro, o gato, todo mundo que puder para visitar o blog ! 😀

    Abração !