Fontes de Alimentação são parte essencial na escolha dos componentes do seu computador, seja você gamer ou não, afinal é a parte do seu computador que vai fornecer energia para seu processador, placa mãe e outros componentes. Confira algumas dicas na hora de escolher a sua.

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A fonte de alimentação é um ponto crítico no computador, uma escolha errada pode comprometer seus componentes e trazer grandes prejuízos. Para escolher corretamente você deve avaliar alguns quesitos:

Potência

A potência da fonte (medida em Watts) deve ser suficiente para prover energia para todos os seus componentes, sem utilizar 100% da sua carga. Por outro lado também não é recomendável escolher uma fonte muito potente se você não vai usar esses Watts que estão sobrando, afinal você vai gastar mais e além disso a eficiência da fonte é mais baixa quando você utiliza abaixo de 50% da sua carga.

Outro quesito é procurar por fontes de potência Real e não Nominal, pois as Nominais às vezes não chegam à metade da potência que vem dizendo no rótulo. Existem muitas fontes Reais com preços acessíveis hoje em dia, de marcas como Corsair, Thermaltake, Seasonic, Cougar e etc. Com um pouco de pesquisa você pode achar uma com a potência que você precisa e com um bom custo/benefício.

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Mas como eu posso saber a potência que os meus componentes precisam? Existem sites como este que calculam quantos Watts seus componentes consomem e qual a potência da fonte recomendada para você.

Certificação 80 Plus

Esta é uma certificação internacional de eficiência de Fontes de Alimentação, ela tem vários níveis entre 80 Plus Bronze, Silver, Gold e Platinum, quanto mais acima maior a eficiência. Então quando for comprar a sua fonte, é essencial que ela seja certificada com o 80 Plus.

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Modular ou Não Modular

Uma coisa que pode facilitar muito na hora de montar e organizar o PC melhorando a organização dos seu cabos é usar uma fonte modular, principalmente se você tem uma janela de acrílico na lateral do seu gabinete e não quer aquela quantidade enorme de cabos coloridos soltos dentro dele.

Existem fontes modulares e semi-modulares, a diferença é que nas fontes modulares até o cabo de 24 pinos da placa mãe é modular, já nas semi-modulares, alguns dos cabos como o de 24 pinos, 12v da CPU e PCI Express já vem conectados à fonte (como esta). Algumas pessoas não se importam em ter fontes modulares ou semi-modulares, então isso também vai de acordo com o gosto de cada um.

Fonte Modular

PFC Ativo

PFC Significa Power Factor Correction, ou Fator de Correção de Força. O PFC é um método utilizado para reduzir perda de energia das fontes, aumentando a sua eficiência. Para se ter uma ideia uma fonte sem PFC pode perder até 50% de sua energia em forma de calor, necessitando de mais refrigeração e consumindo mais da tomada.

Uma fonte de 300w sem PFC chegaria a consumir 450w da tomada e esses 150w a mais seriam desperdiçados em forma de calor. Além de tudo isso é sempre bom escolher as fontes com seleção automática de tensão (110v-230v), e utilizá-las diretamente na tomada ou ligadas num filtro de linha.

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Multi rail vs. Single rail

Essa discussão daria para um post inteiro, mas basicamente fontes Single rail são aquelas em que toda a energia de 12v+ vem de uma única “trilha”, já as fontes Multi rail são aquelas onde a energia vem de várias “trilhas” 12v+. Então você deve estar pensando: Quanto mais melhor, vou escolher uma fonte Multi rail. Mas na realidade não é bem assim.

As fontes Multi rail já tiveram muitos problemas, pois quando usuários de alto desempenho colocavam placas de vídeo em Cross Fire/SLI, junto com processadores overclocados, simplesmente eles terminavam atingindo o máximo de alguma das rails e batiam na OVP (Over Current Protection), mesmo sem chegar à usar toda a potência de sua fonte. Um exemplo seria uma placa de vídeo que puxasse até 20A ligada numa fonte com 4 rails, cada uma suportando até 15A, simplesmente a corrente total poderia ser de 15×6 = 60A, mas a placa de vídeo de 20A não funcionaria, pois estaria consumindo apenas de uma das rails.

Isso não acontece com fontes Single rail, por outro lado elas tem menos proteção, pois se houver um curto na sua máquina ela só vai disparar se atingir a corrente máxima. Usando o exemplo anterior, uma fonte com uma Single rail de 60A só desligaria se a corrente atingisse esse pico máximo de 60A, já uma com Multi rail de 15A desligaria se algum componente passasse dessa margem (15A). Hoje em dia existem outras soluções como Dynamic Multi rail que resolvem esses problemas da Multi rail passando a potência das rails que não estão sendo usadas para as que estão, então vale a pena pesquisar isso na hora de comprar.

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Visual e Estética

Um último quesito que pode não ser importante para algumas pessoas, mas que deve ser analisado é o visual das fontes. Não adianta você gastar uma grana preta no seu computador, para abrir a lateral e mostrar uma fonte branca horrível sem nenhum detalhe a mais, e ainda com aqueles cabos coloridos e conectores brancos.

Se você tem uma máquina que está com toda uma estética, você vai querer que a fonte acompanhe o ritmo, por isso o visual da fonte é muito importante, como por exemplo uma fonte que combina com a placa mãe dourada, uma fonte com LEDs combinando com as cores do gabinete, e assim por diante. Algo básico numa fonte hoje em dia são conectores pretos e cabos sleeved, escondendo aqueles fios coloridos e fazendo os conectores combinarem com a maioria das builds.

Bem pessoal, por hoje é só. Espero ter ajudado na escolha de vocês, estarei de volta com mais TecDicas na próxima quinta, até lá.

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