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Muitos não sabem, mas os jogadores que usam de trapaças para alcançar um melhor desempenho nos jogos online estão sujeitos a ter o computador infectado por malwares capazes de rastrear login e senha do jogo, e pior, acessar informações bancárias e documentos salvos no PC.

Os “hacks” garantem ao jogador poderes especiais tornando-os invencíveis se comparados aos usuários comuns, que não recorrem à artimanha na hora da diversão. Games populares como “Sudden Attack”, “Combat Arms”, “Point Blank” e “Special Force”, costumam ser alvo dos hackers, que adquirem habilidades como invisibilidade, capacidade de voar, mira automática, munição infinita, morte instantânea dos oponentes, entre outras.

Para combater a prática, as distribuidoras recorrem à punição do infrator, que pode ter a sua conta bloqueada e em alguns casos ser banido permanentemente do jogo. Assim que um novo tipo de hack é detectado, as distribuidoras informam a empresa desenvolvedora dos softwares de proteção para que novas atualizações sejam processadas.

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A Level Up!, responsável pelo “Combart Arms” explicou em entrevista ao UOL que “há o tabu de que a empresa não bloqueia os usuários de hacks por preferir lucrar com o que os infratores gastam dentro do jogo. Esta informação é incorreta. A Level Up! perde dinheiro ao não tomar medidas contra programas ilegais, pois estes jogadores não prejudicam apenas ao jogo, mas também aos demais usuários, que se desmotivam a continuar.”.

A Psafe, uma empresa nacional de antivírus, divulgou algumas orientações de como se proteger: algumas medidas simples como manter o antivírus atualizado ajudam a prevenir os danos causados pelos softwares maliciosos. Além disso, o jogador pode se proteger ao evitar programas piratas para melhorar o desempenho nos jogos, criar senhas diferentes para cada jogo, dar preferência pelo uso de apenas um cartão de crédito e tomar o cuidado de digitar a url no navegador ao acessar sites de jogos.