[SEM SPOILERS]

Houve um despertar! Você sentiu?! Jeffrey Jacob Abrams, mais conhecido como J.J., alçado ao cargo de Diretor mais querido dos fãs de Star Wars.

É bem verdade que George Lucas optou por caminhos sombrios ao planejar a atualização dos Episódios I, II e III. Suas escolhas levaram a uma orientação de aproximar o universo de fantasia de Star Wars para algo mais próximo da ficção científica. Não funcionou. Não agradou. J.J. sabia disso. Aliás, como fã da saga que também o é, J.J. buscou inspiração no que a saga oferece de melhor, a trilogia clássica. Precisamente “Uma Nova Esperança”.

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É possível que haja críticas quanto ao fan service que o filme promove. Na realidade, o filme inova no necessário e copia o que de melhor já existe na saga. Em pleno Séc.XXI, a Disney optou sabiamente por 3 protagonistas de destaque: um latino, um negro e uma mulher. Se destaca a metalinguagem da obra. O filme dialoga contra alguns preconceitos e consegue inclusive estabelecer uma heroína à altura da saga.

O fã de Star Wars viveu e viverá momentos de pura nostalgia. Há cenas claramente produzida para os fãs. A Disney, junto de J.J., conseguiram emocionar e não o fizeram por acaso. Os fãs da série a tratam como legado e patrimônio de cada um. Neste terreno arenoso J.J. trilhou, mais uma vez, com êxito e conseguiu estabelecer uma conexão forte com o fã, o emocionou, o fez querer mais – a Disney agradece.

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Ao apresentar a saga para novas gerações, J.J. Abrams também o fez com eficiência. Conversando com pessoas que nunca assistiram nada da saga, disseram que conseguiram imergir na história sem lapsos, o que torna a obra de fácil acesso a uma nova geração de fãs.

Emoções, lágrimas, saudosismo e satisfação. Isso é Star Wars – O Despertar da Força. Um filme com potencial para quebra de recordes nacionais e mundiais, que certamente renderá muitos outros filmes para a Disney. E é aí que mora o grande perigo. Há quem também o diga: pouco ousado e criativo, afinal, se socorreu de vários momentos nostálgicos já conhecidos.

A maior crítica que se pode fazer ao filme é exatamente o seu gancho (exagerado?) para a continuação (Episódio VIII). Há quem acredite que J.J. Abrams não concordou com alguns dos detalhes que o grupo exigiu, e que por isso não dirigiria as continuações. Seria esse um dos motivos? Fato é que a próxima aventura já tem data marcada: Rogue One (2016), um spin-off que intercalará o próximo filme, o Episódio VIII (2017), dessa vez, sem J.J.

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