O Senado e os políticos em Brasília vêm discutindo, ao longo dos últimos quatro anos (e com especial intensidade nos últimos dois) a possibilidade de liberação dos jogos de azar. A indústria do turismo vê essa possibilidade como uma forma de expansão e crescimento de renda; diz-se que empresários brasileiros só temem a concorrência de investidores estrangeiros nesse setor à espera de ser aberto, principalmente vindos de Las Vegas e Macau, duas “Mecas” da jogatina mundial.

Mas a sociedade brasileira não está convencida, e não é só a “bancada evangélica” que está contra essa “liberação do pecado”. Uma enquete recente mostrou que a opinião pública estaria dividida igual sobre o tema, com 45% a favor e 45% contra (e os restantes sem opinião).

A própria mídia está acompanhando o debate de forma intensa. O Estado de S. Paulo se mantém contra, mas o Globo anunciou recentemente, em editorial, uma mudança de opinião e é agora favorável à liberação.

E os jogos de cassino online?

Para quem é jogador habitual do NetBet Casino e outras plataformas de cassino online, o debate pode parecer um pouco estranho, ou algo vindo do século XX até agora. Os cassinos online, como estão baseados em países onde a atividade não só é legalizada como é regulada com cuidado (como é o caso de Malta, na União Europeia), estão fora do alcance da lei brasileira. Aí, o jogador brasileiro que se registra e faz suas apostas nesses cassinos é o mesmo que viaja até Las Vegas ou Punta Del Este: o cassino está fora do Brasil.

A legalização estará para chegar?

É difícil dizer. Em 2017 o movimento pegou muita força, pois o próprio desenvolvimento da tecnologia demonstrou que a proibição do jogo perde muita de sua eficácia; além disso, como o Brasil não está isolado do mundo, grande parte da sociedade está bem consciente que o país é dos poucos onde o jogo é proibido desta forma, mais baseado em motivos políticos e religiosos que em motivos de regulação da própria atividade.

Mas 2018 é ano de eleições, e isso dificulta todos os outros cálculos políticos. Diz-se que o presidente Temer, ele próprio, é favorável a essa medida, e que só não fala do assunto em público porque isso iria incomodar muitos de seus aliados. Todavia, sendo o tema tão polêmico, o presidente não terá interesse em desenvolvê-lo no momento, preferindo esperar por outra ocasião.

Vamos ver se a sorte não dá uma virada para os defensores da legalização. De qualquer forma, para quem está jogando no celular, tudo isso pouco importa.